Um episódio...

terça-feira, 7 de abril de 2009

De repente o capitão grita algo e lança-se ao mar completamente vestido desde o cais em direcção ao seu barco. O cabo de amarração ameaçava partir vergastado pelo vento ciclónico e pelas vagas que o assolavam. Pelo meio da chuva forte e dos relâmpagos conseguia-se ver que o barco batia no fundo quando a vaga passava.

Atarefados, alguns de nós amarravam cabos a mais cabos de modo a fazer 3 ou 4 cabos suficientemente compridos para chegarem do cais ao ponto onde se encontrava o barco. Salto para a água com máscara, tubo e barbatanas e começo a levar o cabo pelo meio do mar em direcção ao barco, mas a dois terços do caminho páro. Não era suficientemente comprido. Tenho de esperar que aumentem o seu comprimento na outra ponta. Um cabo molhado fica pesado e a ondulação não ajuda.

Fazem-me um sinal de que posso recomeçar a rebocar o cabo e assim faço. Passados 10m páro de novo. Mais uma vez espero e recomeço até passar o cabo à tripulação, que a força de braços tenta puxar o barco para o cais puxando pelos cabos que lhes demos. Outro colega chega e dá mais um cabo, pelo que volto ao cais.
Finalmente estabilizado o barco e confirmado que não tem rombos decidem fazer-se ao mar e procurar abrigo numa ilha maior.

Os relâmpagos iluminam a noite que a tempestade fez do dia enquanto o barco entra mar dentro. Ao longe vejo um hidroavião no horizonte tentando contornar a tempestade. Sei mais tarde que voltou para trás. Reparo então que há imensos ramos pelo chão e que há danos nas estruturas mais frágeis da ilha.

É hora de ir ter com uma aluna à sala de aulas...ainda são 17 horas e há um teste para ser feito.

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