Não me apetece cabecear

sábado, 12 de dezembro de 2009

As diferenças culturais são algo de formidável.

Imaginem vocês que num desenho animado japonês de futebol, um jogador centrou a bola e um outro respondeu-lhe: "Não me apetece cabecear".

Isto é fabuloso. Para os criadores daqueles desenhos animados há pessoas a quem apetece cabecear e outras a quem apetecerá mais pontapear ou algo do género (não, não vou fazer a referência óbvia ao Marco do Big Brother).

Eu cá não sei quais os índices de violência doméstica no Japão, mas com o pessoal a acordar com vontade de cabecear, calculo que a mulher seja o objecto mais ali à mão (ou à cabeça).

Imaginemos agora uma cena familiar japonesa:

Ele - Ò Natsumi, anda cá que acho que me está a apetecer dar-te uma cabeçada à Cais de Osaka!

Ela - Ò Onagawa, mas ainda ontem te apeteceu isso. Não preferes antes dar-me uma estalada Mari-san? (bolacha Maria para os menos poliglotas). É que ainda me dói a cana do nariz!

Ele - Bem, se é para te armares em esquisita, vou ter com a Akemi do andar de baixo que essa sabe como satisfazer as vontades dum homem. Ainda não há 2 semanas o marido dela acordou com desejo de cabeçada à Cais de Osaka, seguido dum rotativo à helicóptero Pyuma terminando com um tabefe à Kioto. E olha que foi tudo a Sushi (leia-se, a frio).E no final ainda agradeceu e fez uma vénia!

Ela - Pronto, pronto...eu vou buscar o Voltaren-san!

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