Chegado a Male, começam as coisas à Maldivas. Falam da Jamaica como sítio “descontraído”, mas isto aqui não lhe fica muito atrás. Ou então são coisas que só acontecem aqui ao vosso amigo.
Saio do barco que liga o aeroporto à ilha capital e entro no primeiro táxi da bicha. Bagagens na parte de trás e digo ao taxista: house clover. É uma casa de hóspedes de fazer inveja a muito hotel que conheço em termos de asseio, serviços e simpatia do pessoal. Perante a cara de espanto tiro a confirmação de reserva enviada por email e mostro-lhe o nome. Faz outra cara estranha e pergunta-me se sei onde fica. Estive para lhe responder na língua dele que se soubesse era eu o taxista e ele o cliente, mas como não falo a dita, limitei-me a dizer que não.
Cria-se um silêncio e eu pergunto-me se haverá alguma câmara para os apanhados. Ele volta a dizer-me que não sabe onde é, o que me faz sugerir que pergunte a quem saiba. Aparentemente, ele não se tinha lembrado dessa possibilidade. Pega no rádio e pergunta. Do outro lado vem uma resposta que não lhe muda a expressão, pelo que adivinho a mesma. E agora, pergunto eu? Agora tem de sair, diz-me ele. E pronto...entro no táxi que estava atrás e preparo-me para o segundo take da cena.
Pois adivinharam...este taxista também não fazia ideia de onde era o house clover. Suspiro e digo: e não pode perguntar a quem saiba? Ele pega no rádio e faz a dita pergunta. Do outro lado deste rádio havia alguém mais útil do que do outro lado do primeiro rádio, pelo que de imediato ele arranca.
Depreendo que ele sabe para onde está a ir, mas só pelo sim só pelo não, decido perguntar, recebendo como resposta que ele agora está ao telemóvel, pois tinha acabado de meter o auricular.
Pelo tom da conversa e da risada, não lhe estavam a dizer o caminho, mas como ele chegou ao destino em 5min, tanto se me deu.
O preço da viagem? 30 rufias, ou seja, 2,5 dólares. Uma pechincha...entrei em 2 táxis por 2 euros...uma verdadeira experiência cultural ao alcance de qualquer um...nas Maldivas!
Taxista em Male...profissão de futuro
domingo, 19 de abril de 2009
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Do W para Male
Do W para Male
Na véspera da minha partida fui surpreendido com um cruzeiro privado ao pôr-do-sol no veleiro de 25m com umas bebidas e snacks a bordo com o staff todo. Muitos abraços, algumas lágrimas e os lugares comuns destas situações como dizer que nos veremos de novo, que o mundo é pequeno...enfim...aquelas coisas. Bebemos, comemos, dançamos e naquele momento a tripulação maldivana quer toda tirar fotos comigo, dizendo bananaaaaaaa para a foto...hábito com que os contagiei. Os sorrisos na face para as câmaras chocam com uns olhares tristes que se vislumbram quando a câmara não está presente. O mar está chão e o sol dum amarelo torrado perfeito. Não poderia pedir melhor festa de despedida!
Passa a noite devagar e acordo no dia da partida. Malas quase feitas, faltando saber exactamente a hora do vôo que isto dos táxis aéreos maldivanos é muito “flexível”.
Despeço-me daqueles que vou encontrando pelo resort, os quais me desejam boa sorte e tudo de bom na vida, regressando de imediato à tarefa que estavam a realizar, pois no resort nada pára por ninguém.
Malas feitas e pronto para partir, vou para o quarto descansar na hora e meia que falta até à partida, quando de repente toca o telefone e informam-me que afinal o vôo está adiantado uma hora, pelo que tenho de começar a ir para o cais de embarque.
Aos poucos começam a chegar os meus colegas, os quais um após um ficam a meu lado sem saberem bem o que dizer ou fazer. Durante aqueles longos momentos brinca-se com qualquer assunto tentando aligeirar um momento que todos sabemos que vai ser complicado. O hidroavião avista-se ao longe a virar, fazendo-se à amaragem e chegando ao pé de nós em menos de um minuto.
Abraços, sorrisos, palavras que ficarão guardadas, lágrimas quase perfeitamente contidas e está na hora de entrar no avião. Viro-me para trás antes de entrar e fica-me na memória aquela fotografia de todos alinhados no cais a acenarem-me, o que fazem até o avião ligar motores, rodar sobre si e começar a avançar em direcção à “pista” livre no mar. O peito contrai-se e naquele pequeno momento sou a cria cuja mãe fugiu para parte incerta. Vejo-os a acenar e dobro-me no avião para que me vejam a acenar pela mini-janela. Adivinho lágrimas e comentários, mas acima de tudo sinto emoções fortes e isso é insubstituível.
O acelerar dos motores relembra-me que a descolagem está iminente e no fundo do meu ser oiço a página que se vira ao vento...ao vento da monção que chega às Maldivas e que marca o encerrar deste capítulo da minha vida!
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Partida
sábado, 18 de abril de 2009
Amanhã deixo de estar desterrado nas maldivas, deixando para trás uma experiência tão rica como estimulante.
Por isso, e durante um período de cerca de 2 semanas, andarei por vários países, tentando sempre que possível registar e partilhar essas experiências sempre gratificantes.
Até breve
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Nouvelle cuisine
quarta-feira, 15 de abril de 2009

Já uma vez contei aos meus fiéis leitores (obrigado a todos aí em casa) quão fabulosa é a vivência gastronómica na cantina do pessoal, mas este episódio fez-me repensar os conceitos de palato, nutricionismo e inovação culinária.
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Des-terro absoluto
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Após alguns meses de des-terro absoluto por razões de força maior, gostaria de anunciar a lamentar ocorrência do meu regresso às lides bloguísticas. Para comemorar a efeméride, aqui vos deixo o novo visual, absolutamente refrescante, do nosso blog, em jeito de pronúncio do Verão que se aproxima.
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Um episódio...
terça-feira, 7 de abril de 2009
De repente o capitão grita algo e lança-se ao mar completamente vestido desde o cais em direcção ao seu barco. O cabo de amarração ameaçava partir vergastado pelo vento ciclónico e pelas vagas que o assolavam. Pelo meio da chuva forte e dos relâmpagos conseguia-se ver que o barco batia no fundo quando a vaga passava.
Atarefados, alguns de nós amarravam cabos a mais cabos de modo a fazer 3 ou 4 cabos suficientemente compridos para chegarem do cais ao ponto onde se encontrava o barco. Salto para a água com máscara, tubo e barbatanas e começo a levar o cabo pelo meio do mar em direcção ao barco, mas a dois terços do caminho páro. Não era suficientemente comprido. Tenho de esperar que aumentem o seu comprimento na outra ponta. Um cabo molhado fica pesado e a ondulação não ajuda.
Fazem-me um sinal de que posso recomeçar a rebocar o cabo e assim faço. Passados 10m páro de novo. Mais uma vez espero e recomeço até passar o cabo à tripulação, que a força de braços tenta puxar o barco para o cais puxando pelos cabos que lhes demos. Outro colega chega e dá mais um cabo, pelo que volto ao cais.
Finalmente estabilizado o barco e confirmado que não tem rombos decidem fazer-se ao mar e procurar abrigo numa ilha maior.
Os relâmpagos iluminam a noite que a tempestade fez do dia enquanto o barco entra mar dentro. Ao longe vejo um hidroavião no horizonte tentando contornar a tempestade. Sei mais tarde que voltou para trás. Reparo então que há imensos ramos pelo chão e que há danos nas estruturas mais frágeis da ilha.
É hora de ir ter com uma aluna à sala de aulas...ainda são 17 horas e há um teste para ser feito.
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Parabéns
sábado, 4 de abril de 2009
Um tipo sabe que anda a viajar demais quando os primeiros emails que recebe de parabéns são da SATA e da CP.
Aos que se lembraram deste dia, agradeço a lembrança, aos outros cá vos espero. O esquecimento vale um leitão (vocês sabem do que estou a falar!!!).
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