Mas porque falo de Omã? Desta vez, na viagem do Qatar até às Maldivas vim com céu descoberto e de dia, pelo que pude dar uma boa vista de olhos no país em questão.
Imaginem que viajam a 940km/h e durante largos minutos só vêem areia, mais areia, alguma areia ainda e finalmente mais areia.

Estimulante, não? Contudo, repentinamente, o cenário muda e aparece uma cadeia montanhosa (calculo que montanhas de Hajar...obrigado enciclopédia britânica) com vales onde se avistam aglomerados populacionais. Um vale e umas casas...estradas de terra que percorrem as montanhas e que se estendem deserto rochoso fora sem que se veja destino. Estradas que vêm de lado algum e que se cruzam com destino a lado nenhum visível. E isto visto de cima...imaginem a conduzir na estrada...a perspectiva de infinidade do horizonte...deve ser fabuloso.
Mais montanhas, mais aldeias/vilas e assim continua. Pergunto-me se aquelas pessoas se sentem isoladas. Vivem com mais umas dezenas ou centenas de pessoas e para irem a algum lado perdem horas ou dias a fio. Será sequer que têm meios para se deslocarem? Como vivem? De que é feito o seu dia-a-dia? Serão felizes? Como?
Finalmente penso que se um habitante de Omã (omanense, omaniano ou omani de acordo com a Wikipedia) passasse de avião sobre uma ilha dos Açores pensaria o mesmo e sinto-me um bocadinho mais feliz por elas. Afinal o isolamento está somente em nós, pois ao contrário das aves que só podem voar com o corpo, o homem pode voar sempre que quer. Chama-se imaginação e capacidade de sonhar!


























